Viagem & Recreação

Abuso na infância e adolescência

2020.08.15 15:56 Enobarbos Abuso na infância e adolescência

Sou um homem de 26 anos. Eu nunca tive uma vida muito agradável. Eu sou o tipo de pessoa que se agarra às convicções e conceitos e tem muita dificuldade de mudar de idéia ou de cenário, mesmo porque eu me orgulho de várias das minhas características.
Quando eu tinha 4 anos de idade, minhas memórias do Brasil sempre foram três. Uma delas era de meu avô me ninando com as marchas militares dos dias da guerra, e as outras duas foram bem desagradáveis. Meu pai tinha uma secretária de 20 e tantos anos. Não me lembro do nome dela. Só me lembro que o pai da mesma morreu de um ataque cardíaco em um motel com uma prostituta, coisa que vim saber só anos depois. Certa vez, quando meu pai a trouxe em casa por alguma razão, eu fiquei sozinho por algum tempo com a mesma na sala. Uma conversa começou, e eu não sei como, a coisa começou a descambar para ela me perguntando se eu "sabia o que era ser macho". Eu respondi que não. Acho que nunca tinha ouvido a palavra. Ela me perguntou se eu queria aprender. Respondi que sim. Dito isso, ela me deu um beijo curto e depois alguns mais longos. Não lembro bem de quanto tempo demorou, mas sei que ela colocou a mão dentro de minhas calças e mexeu em meu órgão genital. Em algum momento, ela enfiou as unhas debaixo de meu saco escrotal até que a dor se tornou insuportável. Não lembro de mais nada depois disso. Acho que nunca mais a vi.
Minha terceira lembrança foi com uma doméstica. Meus pais estavam sempre fora, e eu sempre brincava sozinho. Nunca fui bem a criança de arrumar problemas, mas essa doméstica às vezes batia em minha cabeça. Uma vez, eu lembro que era uma tarde, a mesma me levou ao banheiro auxiliar da casa. Não lembro bem como foi, mas ela me beijou e tirou minha roupa e a dela. Eu me lembro das pernas abertas dela. Eu lembro de ter sido feito praticar sexo oral. Isso aconteceu mais algumas vezes. Quando eu não apanhava de minha mãe, eu estava sozinho com essa doméstica em casa. Não me lembro de quanto tempo isso durou. Só me lembro de ela ter dito para que eu não contasse aos meus pais que nós estávamos "brincando de beijo na boca". Sinceramente, eu não sei o que passava em minha cabeça na época. Não sei o que pensava disso. Acho que nada.
A próxima vez em que eu sofreria abuso, foi aos 13. Desse evento eu me lembro com muito mais detalhes. Isso ocorreu no hotel Acalanto do Vilarejo, em Conservatória, RJ. Eu estava com a recreação. Fui levado a uma festa e meus avós foram dormir. Meus pais não participaram dessa viagem. Por alguma razão que ainda não consigo compreender, hóspedes adultos estavam entre as crianças, e havia cerveja sendo servida. Eu nunca fui muito sociável. Naquela época eu estava lendo os contos de Oscar Wilde, eu me lembro bem. Eu usava todos os dias um boné cinza e algum tipo de agasalho talvez como forma de me esconder ou ser menos notado. Claro que o efeito era oposto. Eu estava sentado num canto da festa não prestando atenção em nada em particular. Eu queria sair dali. Uma mulher de uns 40 anos se aproximou de mim. Por alguma razão, eu respondi ao "olá" dela. Ela tinha os cabelos nos ombros tingidos de loiro, altura mediana e um rosto redondo. Corpo um pouco acima do peso. Conversei com ela. Ela me perguntou se eu queria uma bebida. Respondi que sim, e ela voltou com cerveja. Eu nunca tinha bebido cerveja na vida. Disse à ela que não podia, que era menor de idade. Ela me convenceu que cerveja "era fraquinha, não dá em nada". Eu estava meio tonto três copos depois. Não sei bem como aconteceu, mas fui parar no quarto dela. Havia um homem magro de cabelo curto grisalho seminu nos esperando. Ela tirou minha roupa e a dela. Perdi minha virgindade ali, sem nem entender o que estava acontecendo direito. Não lembro de todos os detalhes. Lembro de ter sido feito penetrar a ela e ao homem, que também me penetrou e ejaculou em minhas costas. Eu não ejaculei e isso a irritou. Ela forçou minha ejaculação. Não lembro como saí do quarto, mas lembro de ter voltado ao meu quarto onde meus avós dormiam e ter tomado banho. Lembro de minhas pernas terem tremido. Lembro de pôr o pijama sentindo dor e talvez humilhação. Passei a noite em claro. Nunca derramei uma lágrima por essa vez ou pelas outras. Foi meio que um estado de sonho, de que aquele não era meu corpo.
Com o tempo, eu acho que isso e o abuso emocional e físico que sofri de minha mãe e meu pai me tornaram uma pessoa reclusa, agressiva. Os meus relacionamentos posteriores foram todos marcados por uma insegurança e conseqüente possessividade de minha parte. Me tornei uma pessoa com muito pouca libido, o que causou vários problemas. Quando falava dessa última experiência a outros homens quando adolescente, sempre ouvi que eu era "sortudo". Nunca entendi por que isso me tornava sortudo. Nunca fui de procurar pornografia, também. Em suma, eu acho que essas coisas fizeram de mim uma pessoa instável. Eu tenho tratamento há anos, sim. Medicado e tudo o mais. Mas eu sinto que a medicação só me impede de cair em crises profundas de depressão. Para todo o resto, eu só sou quebrado, desmotivado. Eu não sinto prazer nas coisas, e as chances de estar contente que eu tive, eu arruinei. Não quero que ninguém sinta pena de mim. Eu mesmo não sinto. Eu acho que acima de tudo eu me odeio.
Não sei bem por que decidi contar este acontecido aqui. Eu nunca falo nisso. Talvez seja porque eu me sinto desolado esses dias. Enfim, é isso. Se você leu até aqui, eu agradeço, e bom dia.
submitted by Enobarbos to desabafos [link] [comments]


2020.02.03 13:25 vishkkoshii #TurmaFeira

Olá Luba , Tusco , gatas , possivel convidado , e turma q está a ver . Titulo "Viagem , Betina e Foz do Iguaçu".(sou do Paraná ) . Bem fui a um congresso em maringá com meus pais , e lá tinha um tipo de recreação para crianças e adolecentes E dividia meio q por idades , o meu era dos 8 ate 16 anos , chegando lá conheci a Betina q tbm eh fã do canal e falamos Bah Neh e Arãn . Em 30 minutos já eramos inseparaveis e conhecemos Eduardo e Luiz (mas excluimos o Luiz do grupo) . No 2° dia conhecemos Miguel ( o amor da minha vida ) e o apelidamos de Nando , 2horas dps eramos o quarteto da trakinagem e de quebrar regras , fomos no almoço e contei a piada do "mario" ( Aquele q te comeu atraz do armario) o nando foi o unico q entemdeu antes de eu terminar a piada , o problema eh q eu moro na praia , a Betina em Marechal Candido Rondom , o nando em FOZ DO IGUAÇU (DO OUTRO LADO DO ESTADO) , e o eduardo eu n lembro , no ultimo dia nos divertimos muito mas a Betina n pegou meu zipzop e por isso tô aqui lubisco entao pode pedir pra betina me seguir no meu insta ? @mayarah_pvzao sinto mta sdd dela e nao fiquei com o nando e to mt triste por deixa-lo ir .Tenho uma.piada da Betina "sabe pq se chama Murilo ? Pq a mae eh uma vaca", e pra piorar na volta passei mal no meio do caminho quase vomitei e fiquei com uma baita dor de garganta , bjs luba <35

TURMA-FEIRA #TURMAFEIRA #turma-feira

submitted by vishkkoshii to u/vishkkoshii [link] [comments]