Primeiro mês de namoro o que esperar

Oi pessoal, preciso desabafar

2020.09.07 04:46 CraftedBot Oi pessoal, preciso desabafar

Oi pessoal, sei que o grupo não é muito ativo e que ninguém aqui deve se importar comigo. Mas aconteceu algo muito pesado comigo essa semana e esse grupo é o único lugar em que eu sinto que posso desabafar e ser ouvido sem que me julguem. Eu e minha namorada namoramos há quase dois anos e em todo esse tempo quando ficamos juntos é na minha casa ou em qualquer outro lugar, exceto a casa dela. O pai dela me despreza. A primeira vez que nos conhecemos ele foi legal e simpático, até que perguntou o que eu fazia da vida. Estudo ciências sociais na USP, quando eu disse isso ele fechou a cara na hora e mudou de assunto. A família deles é bem humilde, o pai dela tem um barzinho/restaurante onde toda a família trabalha, exceto minha namorada, que é a filha mais nova e foi a “escolhida” pra ser “alguém na vida”, então o pai dela é bastante protetor. Depois da revelação de minha carreira acadêmica a janta mudou, a conversa continuou em outros assuntos, mas eu fui completamente excluído dela, a única pessoa que tentava me trazer pro assunto era minha namorada, mas a mãe o pai e os irmãos dela me ignoravam completamente. Quando cheguei em casa ela me mandou uma mensagem dizendo que o pai dela tinha mandado ela terminar comigo, falando que eu era vagabundo, não prestava e ia só atrapalhar na vida dela. Ela cursa direito e pra família dela eu sou um peso que ela vai ter que sustentar. Isso foi no primeiro mês de namoro, eu estava completamente apaixonado por ela (e ainda estou) e disposto a enfrentar qualquer adversidade para que o nosso namoro seguisse. O único dia que o restaurante deles não abre é domingo, então fui lá logo na outra semana pra resolver qualquer desentendido. Quando cheguei a família toda estava vendo Faustão, inclusive as namoradas dos irmãos e ninguém quis conversa comigo, sequer levantaram do sofá para me cumprimentar. Não quis atrapalhar o programa então eu e minha namorada fomos para o quarto esperar uma situação mais propícia para o diálogo. Mal havíamos fechado a porta e vem o pai dela batendo com tudo na porta e escancarando ela (ele não é alto, mas é daqueles carecas gordinhos com cara de brabo que quando vestem regata, bermuda e havaianas ficam parecem um botijão gigante.) ele começa a gritar que não queria porta fechada nem vadiagem na casa dele e deu um discurso cheio de indiretas me chamando de vagabundo e praticamente me expulsando da casa deles. Não fui embora. Ficamos estudando e de quando em quando o pai ou um dos irmãos ia ver o que estávamos fazendo. Diversas situações similares foram acontecendo até que decidimos que era melhor desistir e evitar a família dela. Fomos assim por mais de um ano. Nesse tempo eu fui estudando mais sobre o agronegócio e a indústria da carne e decidi virar vegetariano em junho do ano passado. Conversamos bastante sobre isso e ela sempre foi muito interessada, até que semana retrasada ela decidiu virar vegetariana também. Ela, é claro, não contou pra família dela porque medo de que iriam surtar, mas convenci ela que se abrir pra eles seria a melhor coisa, que eles iriam entender e que eu poderia ir com ela. Esse foi meu erro. Ela achou legal de fazer a revelação no restaurante da família, servindo um prato vegetariano pra mostrar que é fácil e possível. Como eu já disse, o restaurante é bem simples, o buffet é basicamente arroz, feijão, batata frita, bife e umas saladinhas (por saladinhas entenda alface, tomate e de quando em quando salada de batata). Quando saímos da faculdade fiz questão de pedir um Uber pra gente chegar no restaurante mais rápido enquanto o pai dela não tá no horário de descanso (ele dorme numa rede nos fundos do bar). Chegamos lá perto da uma da tarde. Era quarta feira e o lugar estava bastante movimentado. O irmão dela, que fica no caixa, deu um sorriso quando entramos, mas desfez logo que viu que a irmã trouxe o namorado. Minha namorada vai pro caixa falar com o irmão dela e diz pra eu já ir me servindo e procurar um lugar. Eu to bastante nervoso e me arrependendo desde que vi a cara que o irmão fez ao me ver, mas me sirvo mesmo assim. Já estou com o prato servido e vou até ela, agora atrás do caixa falando com o pai e com a mãe, paro, os pais dela me olham, meu sogro com a cara fechada sequer acena com a cabeça pra mim. Minha namorada faz um sinal com a mão me chamando. Vou até ela, ficando desconfortavelmente próximo do pai dela. Ela pega a minha mão, eu fico segurando o prato com uma só e diz: “Eu decidi virar vegetariana”. Ela sequer havia terminado a frase, bastou o pai dela ouvir “virar vegetariana” que ele virou a cabeça com uma velocidade descomunal em minha direção, mas ele não olhou pra mim, como eu pensei que faria, estava olhando pro meu prato. Arroz, feijão, alface, batata frita e nada de carne. Eu olho pro prato também percebendo agora meu erro e quando ergo a vista ele me encara com aqueles olhos furiosos. Não fui capaz de absorver inteiramente o quanto de ódio existiam naqueles olhos, porque ele deu um tapa no meu prato de baixo pra cima, sujando minha camiseta azul celeste do Carl Sagan de feijão e interrompendo qualquer raciocínio que corria pela minha mente. O prato estraçalhou no chão e antes que o quebrar do vidro pudesse irromper pelo restaurante e o burburinho dos clientes fizesse perceber-se silenciado meu sogro já estava gritando. “TU FEZ ISSO COM ELA!” “ESTRAGOU MINHA FILHA!” ele me dá um empurrão contra o balcão, minha namorada recua assustada, eu tento sair pelo lado, mas ele bloqueia o caminho, minha namorada chorando tenta segurar ele, mas minha sogra a segura mais forte. “VAI JOGAR NO LIXO O ESFORÇO DA MINHA VIDA TODA! SEU MARGINAL!” Eu tava bem passivo até que ele falou isso, ele não sabe quem eu sou, só tem preconceitos contra mim. Não sabe o quanto eu amo a filha dele e o quanto só quero o melhor pra ela. Eu já tinha tentado expressar isso no diálogo, agora ia ser na porrada, sem palavras, só sangue. Dou um empurrão com toda minha força e na fresta de tempo que abre eu pulo o balcão pra ter mais espaço para brigar, já enquanto pulava vejo uns tiozinhos numa mesa, sob ela uma litrão de Skol que eu penso em usar como arma. Pulo o balcão, pego a garrafa, enquanto isso ele veio dando a volta no balcão que nem um touro pra me pegar. Segurando a garrafa pela boca eu bato ela na mesa, o vidro se quebra e eu ergo a ponta estraçalhada e afiada diante de mim, pronto para defender minha honra e a de minha amada daquele botijão colossal. Com a garrafa diante de mim e a criatura se aproximando eu olho por um instante para o vidro amarelado que seguro em minhas mãos. Vejo, no reflexo, a entrada do restaurante atrás de mim, e passando rápido pela rua o que parecia ser uma aeronave pequena não tripulada, logo atrás uma espécie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.
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2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.06.04 21:31 lysguil Preciso de conselhos e analisem a situação pra mim por favor

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda. Eu estou abrindo minha alma e coração nesse texto, direi toda a verdade
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.06.04 19:02 lysguil Preciso de um conselho ou dois

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda.
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.05.27 08:01 jotaporque primeiro amor verdadeiro, namorada, e relação sexual...

Meus caros, venho aqui na tentativa de não chorar contar brevemente o que estou passando.
Eu namorei uma garota por 1 ano e 3 meses, sendo que somente 7 meses depois de nos conhecermos ela falou para os pais, ela sempre quis manter isso discreto durante esse tempo, nao podíamos segurar muito a mão na rua, ficar em lugares muito abertos, eu só via ela uma vez por semana e as vezes nem isso, pois sempre que os país saiam ou ela tinha um compromisso ela ia e eu ficava só, a nao ser em uma festinha, quermesse, etc. Porém detalhe, ela só contou para os pais dela após ela terminar comigo dizendo que nao era uma pessoa pra namorar, mas mesmo assim me amava, e 1 semana depois veio atras de mim pedindo pra voltar alegando que nao via a sua vida sem mim, etc, obviamente eu apaixonado, voltei e namoramos "normalmente" após isso; ao mesmo tempo quero ressaltar que eu fui bastante insistente neste tempo pedindo para ela contar para os pais, eu coloquei um pouco de pressao, estava doido pra namorar de verdade com ela, não fiz por mal.
Sempre fui romântico clichê, fofo, um toque de melosidade, e eloquente no modo de tratá-la, havia um brilho nos meus olhos quando olhava, porém eu nunca vi o mesmo brilho em seus olhos, tenho a impressao de que ela nao conseguia nem olhar por 1 mimuto em mim sem desviar o olhar. Ela desde o começo falava para eu não fazer dela o meu mundo, porém eu fiz, pois ela sofria com baixa autoestima, inseguranças, medo, e eu sempre apoiei (durante aqueles 7 meses) e dei 100% de mim à ela.
Enfim, depois do primeiro término eu percebi que ela era uma pessoa extremamente orgulhosa ao ponto de as vezes só pedir desculpas quando eu pedia também, nao somente isso como eu tinha que pedir pra ela dar desculpas também. Percebi que ela não me priorizava quanto eu priorizava ela, eu nunca deixei de ficar uma semana por compromisso ou rolê meu, até com meus pais eu chegava a desmarcar, que numa discussão ela quando ficava estressada simplesmente sumia e me deixava de mãos abanando querendo resolver o problema, até eu pedir desculpas, e no maximo se eu desse gelo ela falava "vai ficar por isso mesmo?". Percebi que ela menozpresava meus sonhos, e que em quase todas as situações acima ela falava uma das 3 coisas como justificativa, que eu estava impondo e ela nao gostava disso, que eu estava jogando na cara erros do passado, e erros em geral, e que eu estava querendo mandar ou mudar ela, e falava "esse é o meu jeito".
E é ai que começei a pedir para ela mudar (na verdade até antes pedia mas nao era tanto motivo de briga assim, enfim, daí o motivo das brigas), e ela mudou do começo para este ponto, pois começou a fazer o mínimo, que seria demonstrar, mas ainda sim pedia pra ela ser mais recíproca, pra ela me escutar mais, me respeitar mais (houve uma vez que ela falou na minha cara que nao se sentia protegida por mim), pra ela me priorizar mais, pra ela parar de ser orgulhosa, enfim eu forcei a barra nesses quesitos, mas era por que eu me sentia infeliz com as atitudes dela em relação à mim, e como eu amava muito ela e estava apaixonado sentindo uma coisa indescritível, uma paz, não queria perder ela. Quero ressaltar que depois de todas as brigas, conversávamos pessoalmente, e ela chorava e dizia que iria mudar e que nao queria me perder, que me amava e me abraçava, isso quando estavamos a ponto de terminar, dizia que ia mudar, mas não mudava, eu acho que sou muito exigente tambem, não sei ao certo em o quê acreditar.
Eu fiz erros sim, fui realmente mandão, abusivo, chantageador e joguei na cara algumas vezes, fiz mal algumas vezes, mas eu sempre fui bom, toda vez que ia na casa dela eu levava uma florzinha, talvez um chocolate, fazia uma declaração, demonstrava querer ver ela toda semana, todo dia, perguntava do dia, dos planos, eu literalmente caçava ela. Portanto acho que meus erros foram, idealizar, amar e querer ser amado e cobrar demais, assim me demonstrei frágil, desgastei, cansei.
Bom para finalizar a ópera, eu não sei como terminar, só sei dizer que têm 2 meses que terminamos, ela fazia coisas por mim também, mas só em datas comemorativas como mês-versario de namoro, meu aniversário, ou quando fomos a praia juntos. Eu não sei em o que acreditar, se ela me amou, ou nao amou tanto que eu pensei, ou não me amou de verdade.
O termino ocorreu de forma muito ruim, 2 semanas antes do término tinhamos ficados 2 semanas sem se ver, por que ela ia em uma festa com a familia e uma formatura, e eu na minha rotina, numa terça tive que dar um puta corre para podermos se ver, comprei vinho barato, foi um super dia legal. Porém depois eu iniciei a discussão, sobre ficar 2 semanas sem se ver, que a minha rotina é apertada, propus nos vermos de semana, e o fim de semana ela tava livre pra ir com os pais (o que custava me chamar para ir junto? ou não ir uma vez ou outra? formaturau até entendo, pois era do melhor amigo dela), ela resistiu como sempre, falou e falei coisas que não lembro, só lembro que ficamos 2 dias discutindo e inclusive fizemos 1 ano e 3 meses discutindo, e ela falou "olha essa discussao tá apontando pra uma coisa e você sabe qual é", e eu lembro que prometi pra mim mesmo que a próxima vez que ela me ameaçasse de término ou que chegasse num ponto de quase, que eu iria terminar, dito e feito, terminei alegando nossas diferenças como principal ponto.
3 dias depois ela tentou voltar comigo falando para mudar por definitivo, eu falei que deveriamos esperar para o "dia da conversa" para decidir nosso futuro, porém numa terça ela me chama e fala que quer decidir já, eu falei que achava melhor continuar assim, entre outras coisas, ela nem relutou, não falou nada, só falou "concordo contigo". O ponto é que uns 3 dias depois eu mudei minha opinião e tentei voltar, ela falou que não, que não quer mudar, que nao queria passar por tudo aquilo de novo, tentamos manter contato depois disso mas só lembro que falamos coisas muito ruins uns para os outros, inclusive ela falou que eu destrui o pscioclogico dela com proibições (sendo que eu nunca proibi de nada), cobranças (okay, isso talvez mas eram coisas tão simples, eu acho), e comentários (eu nunca falei mal dela, nem de qualquer modo no relacionamento), e eventualmente paramos de nos falar em questão de 1 semana e meia. Foi quando eu descobri que 2 semanas após o término ela já estava falando de namoro com uma pessoa numa rede social (eu tinha bloqueado ela), e que inclusive postou seu número de celular no meio da rede social, fiquei insano e descarreguei muito ódio e energia ruim nela, mas não xinguei, e também pedi todos os presentes que dei pra ela de volta, até de aniversário, a aliança, o potinho com coisas fofas, uma meia, tudo, peguei todas as roupas que ela me deu e devolvi também. Enfim ela me bloqueou, peguei as coisas de volta, coloquei em um saco as coisas que eu dei pra ela e as coisas que ela me deu (potinho, desenho meu, etc) e martelei tudo e postei em um status. Após isso me senti muito mal, pedi desculpas à ela, e até agora nao nos falamos mais, inclusive estou até namorando uma menina nova, pois já que ela estava com papo torto, eu também decidi estar, e o meu deu certo aparentemente, mas não 2 semanas depois.
Desculpem o texto longo, mas eu não sei o que sentir, ao mesmo tempo me sinto culpado por ter desgastado ela pedindo, manipulado (por sexo, o qual nos dávamos muito bem, e mentalmente), não amado, que vivi uma mentira, remorso, ódio, amor, perdão, hipócrita, sujo, que coloquei muita expectativa, que na verdade estava tudo bem e eu estava problematizando e reclamando de tudo, eu só queria a mesma intensidade que eu estava tratando ela.
Eu não sou uma pessoa ruim, sempre tentei ser a melhor versão de mim, me deixa muito mal ver que tive determinada reaçao, atitude, não quero ser odiado pela pessoa que mais amei, só queria ser feliz. Mas ao mesmo tempo fico mal de ver que fui tratado mal e não recebi o que eu merecia.
Eu estava tão apaixonado, e eu simplesmente nunca consegui saber ao certo se ela também estava da mesma forma com o fogo dentro de si, levando a sério o namoro e pensando junto comigo, talvez por puro orgulho, mas nem isso eu tenho como saber direito pois aparentemente ela não se conhece tão bem quanto eu a conheço.
Quero poder um dia chamar ela na praça, e simplesmente dar, e receber o perdão, deixar as coisas bem resolvidas, talvez, tentar de novo com uma cabeça mais madura, um abraço reconfortante, um beijo longo, um olhar fixo, sem ódio ou amargura, nunca fui de fazer mal à alguém.
De uma coisa eu tenho certeza, eu senti, todos os sentimentos possíveis com alguém, um caminhão de sensações passou por mim, não sei se foi a mesma coisa com ela.
Quem leu até aqui muito obrigado, eu sou novo no reddit e ao escrever esse texto eu estou melhor, coloquei um pouco meus pensamentos e indagações em ordem.
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2020.04.14 14:31 toaquipradesabafar Minha eterna síndrome de Don Juan

Bom dia!
Não são do acompanhar tanto reddit, porém eu li alguns relatos das pessoas e aqui tem um bom feedback, então vim contar minha história pra saber o que vocês acham e se possível comentarem sobre o que vocês acham sobre.
Como diz o título do tópico eu tenho o que é chamado de síndrome de don Juan, que nada mais é que a perca de interesse por alguém (mulheres) após determinado momento / sexo.
Sou um cara bom de papo, sou bonito e sempre fui "pegador", mas sempre fiquei triste pelo fato de não conseguir me apaixonar de verdade por alguém, eu até me empolgo, e bastante com mulheres, quase sempre até conquista-la de vez, depois eu perco totalmente o interesse.
Tenho 27 anos, e sei que estou começando a uma parte da idade onde eu tenho que ter uma família junto com alguém, compartilhar sonhos e todas esses ciclos da vida, só que eu não consigo me apegar em absolutamente ninguém.
Conheci uma garota bastante interessante, já estava formada, estudiosa, inteligente abeça e muito bonita, gostosa, ficávamos horas e horas no telefone, virávamos fds conversando, até ficarmos ( conheci pelo tinder ), pensei que finalmente iria gostar de verdade de alguém, ai até então não fizemos nada no primeiro encontro além de conversar, e meu interesse se manteve de pé e tudo mais, continuamos conversando na mesma frequência, até pensei que com ela poderia rolar isso de pensar em ter algo a mais, não falo de namoro, falo sobre essa questão de poder um dia formar uma família, até porque o que tinha de errado? A mulher é maravilhosa, mas como sempre, o problema está todo comigo, perdi o interesse mais uma vez, e dessa vez fiquei realmente triste porque ela valia a pena.
Cheguei a transar com mais de 8 garotas diferentes por mês e simplesmente não consigo sentir nada por ninguém além de um desejo incontrolável de possuir, e é só enquanto esse desejo não se realiza, já namorei durante um tempo e foi uma das maiores torturas da minha vida, não é que eu seja mal caráter, não é que eu seja uma má pessoa, juro, só que eu simplesmente perco a vontade, umas mais rapidamente, outras mais demoradas, mas uma hora vem, e toda vez que acontece eu fico mal.
Mas sinceramente sempre quis ter algo sólido, penso em ter uma família e uma mulher em que eu possa amar e ser amado, quero de verdade perder essa sensação ( como eu sempre descrevi como) um império que por mais território que possua, sempre procura expandir.
Alguém já passou por isso e conseguiu resolver? Ou será que de fato eu passo por isso por idealizar demais algo, esperar demais de algo que talvez não possa existir? Realmente existe essa sensação de sentir borboletas? De estar "completo"? =(
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2020.04.10 04:02 SubodeiBR Final de namoro, infelicidade, sei lá oq to sentindo...

Boa noite. No ensino médio conheci uma garota que viria a ser minha namorada, resumindo a gente se dava super bem e se entendia demais, nunca ficamos um dia sem se falar, dificilmente discutíamos, mas quando acontecia chegávamos em uma solução fácil. Enfim, terminamos a escola. Entramos em universidades diferentes, e logo no final do primeiro ano ela conseguiu um emprego excelente, e foi morar sozinha. Queria que eu fosse com ela, entretanto eu só fazia alguns bicos que no final do mês davam uns 600 reais. Acabei recusando de morar junto, não queria ser mal visto pela família dela. No final ela acabou vindo morar mais próximo da minha casa, assim conseguiríamos passar mais tempo juntos pq quando entramos nas universidades só conseguíamos ficar juntos finais de semana. E assim se passou mais 3 anos, ela tinha conseguido ser efetivada na empresa e estava com um plano de carreira e eu fazendo meus bicos pra se manter. Foi ai que tudo começou a mudar, ela ganhando super bem, queria fazer coisas que eu não tinha de onde tirar o dinheiro e eu por outro lado nunca quis ser bancado. Finalmente consegui um estágio na minha área, não era um salario maravilhoso porém muito melhor do que eu ganhava e sabia que todo final do mês era garantido na minha conta. Nesse meio tempo ela começou a frequentar os happy hour da empresa, e começou a sair com o pessoal, eu nunca a proibi, muito pelo contrario sempre incentivei a sair, queria que ela aproveitasse a vida não só comigo, pois começamos a namorar muito cedo. Então passou mais algum tempo e eu consegui um "bico" pro fim de semana em outra cidade, minha rotina era acordar as 05 30 e chegar em casa 00:00. Antes desse emprego nos víamos 3 4 vezes por semana. Mas agora nas sextas eu saia da aula e já ia pra outra cidade na casa de um amigo pra poder começar cedinho no outro emprego e chegava domingo as 22h. passaram-se dois meses nessa rotina. Eu só conseguia ficar com ela pra dormir nas segundas e terças, sempre chegava tarde da aula então não conseguíamos sair era basicamente dormir pois vivia cansado, já que não tinha folgas. Até que uma segunda feira ela me liga e diz que n estava se sentindo muito bem e queria ficar sozinha. No outro dia me disse o mesmo ai já liguei pra ela, queria saber oq tava acontecendo. Ela me disse que eu não estava lhe dando atenção, nunca conseguia sair com ela e não estava a vendo muito e se sentia sozinha. Acabou me pedindo um tempo. Quando me disse não acreditei naquilo tudo, eu estava dando tudo de mim para poder acompanha-lá, e teria que ter alguns sacrifícios... Se passou 3 dias eu liguei pra conversar, discutimos e acabamos terminando. No outro dia pela manha ela me liga chorando pedindo desculpas, dizendo que tava muito confusa e tomou a decisão errada. Queria sair pra conversar e colocar os pingos nos is. Conversamos bastante, e eu disse pra ela, que só era pra gente voltar se fosse uma decisão dela, não era pra ser influenciada pelos pais, já que eles tinham muito afeto por mim. Nao iria adiantar ela voltar por eles, não tem como empurrar com a barriga um namoro. Ela disse, sim a decisão é minha, eu quero estar contigo, quero viver contigo, se casar, ter filhos. Você é minha vida, quero te fazer o homem mais feliz do mundo. Ai que homem vai recusar isso? eu me sentia da mesma forma. Acabamos voltando. Fizemos muitos planos, eu larguei o emprego do final de semana pra passar mais tempo com ela. Em dezembro tinha planejado pra morar juntos, essa época era final de julho. Se passaram mais algumas semanas, senti que ela estava estranha, mais imaginei que não seria mais a mesma coisa, depois daquele tempo que demos, quase 5 anos e foi a primeira vez que tínhamos brigado e ficado sem se falar. Deixei rolar... Ai pensei em uma surpresa pro nosso 5 ano de namoro, arrumei uma viajem pra tentar se reaproximar mais e começar uma nova etapa da nossa vida, deixar aquilo no passado. Iriamos viajar no sábado pela manha, contaria a surpresa na sexta a noite. Na quinta me manda uma mensagem, dizendo que queria outro tempo. Meus amigos MEU CHÃO CAIU, FIQUEI SEM REAÇÃO, CHOREI FEITO CRIANÇA, foi uma frustração terrível, não conseguia me concentrar no trabalho, na universidade, é serio foi terrível. Só pensava nela e na resposta que ela me daria. E o pior de tudo a decisão não era minha, isso me consumia, ficava imaginando oq aconteceria, se voltaríamos ou não. Passou 6 dias não consegui mais suportar tudo aquilo e liguei para ela, falei vamos conversar, eu implorei, pra ela voltar, falei muito, muito mesmo e ela só me dizia, não sei, não sei, preciso de mais tempo pra pensar nisso. Me deixa pensar um pouco mais, nao quero tomar a decisão errada, me pediu mais alguns dias. Eu não ia conseguir esperar, eu falei, se tu me amasse não iria ter duvida nessa decisão, então acho melhor a gente terminar de vez! só me diz uma coisa, tem outra pessoa que vc está gostando? ela falou, "nesse tempo que vc me deixou sozinha eu me acostumei e gostei, eu comecei a reparar nas outras pessoas e acabei curtindo". Eu não falei nada, só desliguei o telefone. Terminou por ali 5 anos de namoro por uma ligação telefonica. As primeiras semanas foram difíceis, sentia muito a falta dela, mas com o tempo fui me acostumando. Comecei a sair com meus amigos, conheci novas pessoas, novos lugares e novas garotas. Faz 8 meses que terminamos o namoro e segui com minha vida. Eu não me acho um homem feio, tenho 23 anos atualmente, faz 5 anos que pratico musculação, tenho um corpo legal, mas sei que não sou o Brad Pitt, não tenho muita dificuldades com mulheres, dormi com muitas nesses ultimos meses. Mas em janeiro me bateu uma tristeza absurda, não consegui descobrir oq é, já pensei muito e a solução não vem. Não sei se sinto falta de estar namorando, da minha ex, ou sei lã oq... Sinto uma infelicidade absurda, parece que o mundo ficou cinza. Mas ao mesmo tempo não deixo de trabalhar, estudar, treinar, sair. Meus dias são um saco, são só alguns momentos de felicidade depois volta pra mesma. Mas assim, não tenho vontade de morrer ou fazer alguma merda. Só parece que to vivendo sem um sentido...
O TEXTO FICOU GIGANTE MAS PRECISAVA DESABAFAR!
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2020.02.15 08:13 toranjamecanica Cada dia acredito menos

Hoje é mais um daqueles clássicos dias da minha vida onde me encontro sozinho no meu quarto com insônia e vendo vídeos aleatórios no YouTube. Eu acabei de ver um vídeo onde o Ted do How i met your mother falan como a cada dia ele acredita menos e isso é uma merda, nesse momento eu me encontro nessa mesma situação.
No começo desse ano eu comecei a namorar num impulso de álcool e um pouco de ilícitos, resumindo, eu estava ficando sério com uma menina e num impulso do réveillon eu meio que pedi ela em namoro (note o meio, eu não sei explicar mas foi um "meio que" mesmo) só que como tudo que eu faço impulsivamente, não durou 15 dias (foi meu primeiro "namoro" também). Depois de 15 dias pensando e colocando minha cabeça no lugar eu percebi que eu não estava sendo justo com ela principalmente pelo fato que sou apaixonado em uma amiga, eu sei que foi horrível o que fiz e me arrependo bastante de ter feito a menina acreditar em algo que eu não acreditava, mas em minha defesa eu também não sabia que não acreditava, então, depois desses 15 dias, eu terminei com ela, falando que eu não estava pronto e não queria prender ela num relacionamento onde ela vai esperar algo de mim que talvez nunca aconteceria (eu me apaixonar por ela). Sim, eu me sinto mal por esse episódio até hoje.
Voltando a amiga, hoje eu reencontrei ela depois de 1 mês de férias na casa dos meus pais, achei que depois desse 1 mês tudo ia ficar mais fácil de lidar na nossa amizade, eu obviamente estava errado, pq eu nunca achei essa menina tão linda na minha vida como hoje, e nunca um abraço e um beijo no rosto foram tão difíceis. Eu já cheguei a comentar com ela de querer beijar ela, mas isso foi quando nos conhecemos e ainda n era o que é hoje, então, naquela época, ela recusou e eu não liguei, continuamos amigos, passamos por tantas coisas juntos e eu fui me apaixonando, até chegar o ponto onde estamos agora. Eu queria falar com ela e por um fim nisso, sendo bom ou ruim, mas é complicado pelo fato de eu ter me apegado tanto a ela e não querer perder isso.
Aí você que está lendo se pergunta, onde entra o fato de acreditar menos em toda essa baboseira que eu escrevi, e sinceramente eu acredito menos e menos em mim mesmo, eu tinha uma pessoa incrível do meu lado, que mesmo que tenham sido só 15 dias eu já percebi o tanto que ela gostava de mim e como ela era carinhosa e incrível, mas eu não consegui retribuir isso pra ela, pq não era ela que eu me identificava, era com a minha amiga que não quer nada comigo e eu realmente não sei porque, só sei que as vezes eu lembro daquela frase “Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos” e a cada dia eu acredito menos e menos que eu mereço um amor e isso é meio que uma merda.
Eu não sei muito bem o que fazer, só não quero errar de novo com alguém e acabar ferindo os sentimentos de alguém só pq não entendo os meus.
Desculpa pelo texto meio sem nexo, mas eu só queria tentar por ordem nos meus pensamentos e mostrar eles pra alguém.
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2020.01.14 21:29 99kyle99 Minhas desilusões amorosas. (Tinder)

Senta que o texto é grande.
Tudo começou num chat de um site qualquer. No início do ano passado conheci um cara que parecia ser muito legal (todos parecem no início) era inteligente, amoroso, divertido e ainda era músico. Só que sempre quando a gente discutia, ele parava de falar comigo e me bloqueava no Skype. Eu sempre insistindo pra gente conversar e eu me explicar. Demorou pra eu largar ele de mao, mas passei a pensar bem pouco nele.
Um mês depois baixei o Tinder. Vários matches, mas um em "especial" chamou minha atenção, o cara tinha a mesma idade que eu, gostava das mesmas coisas que eu, enfim, começamos a conversar mas também tinha que fazer minhas coisas, tinha minhas responsabilidades então não era sempre que eu estava respondendo, só que isso começou a incomodar ele. Então, ele disse que já que eu não poderia dar minha atenção total a ele, não queria nada. Desfez o match.
Ok. Passaram-se alguns dias. E lá estava eu de novo, nao desinstalei o Tinder. Dei match com um cara. Era inteligente, bonitinho e gostava de super-heróis. Pensei " Porra. É o homem da minha vida". Conversávamos todos os dias sobre várias coisas, e eu fui me apegando, e de repente o maluco começou a sumir. Primeiro a desculpa era que o celular tava ruim, depois que ele estava muito ocupado, mais tarde... Não teve desculpa. Ele sumia por 2, 3, 4 dias, e voltava como se nada tivesse acontecido. Resolvi perguntar qual era a dele e, além de não me responder, me bloqueou. Depois de um tempo descobri que ele tinha voltado com a namorada (tinham terminado fazia um mês).
A última estada no Tinder me causou mais prejuízos. Pq eu além de ter ido conhecer o cara pessoalmente, me apaixonei por ele. Antes de sairmos do mundo virtual ele parecia o cara perfeito pra mim, éramos muito parecidos. Apesar de ele não ter a beleza que a maioria das mulher procura, digo, aquele cara bonitao. Pra mim ele era muito bonito. Ele batalhou muito pra me ver, e quando começamos a nos encontrar não paramos mais até ele decidir que seríamos só amigos. Foram 8 meses de amizade, só de amizade pq eu já estava ficando com outra pessoa (mas acabamos brigando, e não deu certo) e quase 2 meses de namoro. E posso dizer que esses 2 meses não foram legais. Pq ele mudou muito comigo, era um cara atencioso, gostava de me agradar,dizia que estaria sempre comigo, e depois que começamos a namorar ele se transformou em algo totalmente diferente. Eu também mudei, com certeza. Eu me abri mais com ele sobre os meus problemas.
Relutei muito para não me envolver pq sabia que ele ia fazer a mesma coisa que os outros, mas ele parecia diferente. Pensei que fosse, mas não era. Ele só demorou mais pra fazer o que os outros fizeram mesmo. Nossos últimos dias foram uma merda. O cara me ignorava hard, mas dizia que não. Respondia seco. Só eu que não queria ver que tinha acabado mesmo. Durante esses quase dois meses, terminamos várias vezes, sei que isso não é caracteristica de um relacionamento saudável. Mas como eu gostava muito dele, tentava ignorar. Até que eu tive um problemão e ele encarou da pior forma possível, eu terminei com ele. Mas porra gostava do cara, e tentei reatar mas aí ele disse que não sabia se queria namorar.
Ele sugeriu voltarmos a ser amigos, mas não dá pra mim. Só depois que eu esquecer o que houve entre a gente, posso pensar na possibilidade. Pq acho que não o quero nem como amigo que foi o que ele parecia ser.
Moral da história: não tem moral da história. Você sempre terá a possibilidade de se decepcionar com alguém. A dica é nunca esperar muito das pessoas. Deixe que elas te surpreendam. Não tenho raiva do cara. Só triste por ele ter sido uma pessoa diferente depois de ter conseguido o que queria e decepcionada por ele não ter estado comigo num momento difícil.
Bom, daqui a pouco essa sensação ruim vai embora e ele será apenas uma vaga lembrança.
Agradeço quem leu tudo. É só mais um desabafo.
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2018.11.12 17:14 aureliano_babilonia_ Masculinidade tóxica é uma fábrica de homens infelizes e inseguros

Um casal de amigos meus está se separando após quase 10 anos juntos, contando namoro e casamento. Somos de um círculo de amigos bem fechados e bem próximos, todo mundo se conhece desde a adolescência. Então acaba ficando mais fácil a gente saber exatamente o que está se passando com cada um.
Combinei com uma amiga minha dela se aproximar e ficar mais atenta à mulher do relacionamento enquanto eu fazia minha parte com o homem. O básico mesmo. Escutar, chamar para sair, sondar para ver se tinha alguma esperança de retorno, estar presente para os momentos mais tensos.
Diante disso tudo, me deixa realmente triste como a masculinidade tóxica é imbecil e fode o homem sem que ele perceba. Nem vou entrar aqui no mérito do impacto deste mesmo comportamento na vida das mulheres, mais para o lado de como a insegurança quebra a pessoa justamente nos momentos em que ele mais preciso.
O lado dela: minha amiga é muito próxima da mulher separada nesse caso, então é o tipo de pessoa para quem ela faz as principais confissões. Na boa, ela está fazendo tudo que - pelo menos eu considero - é certo.
Não está saindo com ninguém. Está aproveitando esse momento inicial do divórcio para focar no trabalho e numa pós na qual se inscreveu para distrair a cabeça. Tá vestindo um luto emocional mesmo aos finais de semana, no máximo sai para correr ou visitar os pais, aproveitando para botar os livros e séries em dia. Está triste para caralho, mas está sóbria e dando um passo de casa vez. E cabe falar aqui: é muito bonita, podia estar aloprando agora se quisesse. Mas disse que quer ficar na dela um bom tempo antes de qualquer coisa, até para ter certeza da decisão sobre o divórcio.
O lado dele: é um cara meio em cima do muro politicamente, não é de esquerda e nem de direita. Mas foi criado numa casa bem conservadora, então é o tipo de cara que tem vergonha de andar de rosa ou de acharem que ele é gay porque ele não pegou determinada mulher.
Quase tudo que você pode entender como masculinidade tóxica ou machismo, ele tem. É um daqueles man-child que não sabe cozinhar, arrumar a casa ou manejar finanças. Ganha bem, mas não guarda dinheiro. Só conseguiu dar uma estruturada financeira na vida e fez alguns investimentos porque a esposa pentelhou.
Assim que terminou o casamento, começou a sair com garotas de programa de luxo. Trabalha em um segmento em que quase todo mundo do trabalho é full "tradicional família brasileira - versão fake". Ou seja, 'conservadores' que conhecem o mapa dos puteiros do Centro do Rio como a palma da mão (não estou dizendo que todo conservador é assim, até porque muita gente à esquerda tem o mesmo comportamento).
As recomendações dos caras são estapafúrdias. Tem até um adepto dessas técnicas de pick-up artist (PUA) que está aconselhando ele também. "Tenho que mostrar para ela quem é que manda e que estou bem". Saiu com uma menina no Tinder e fez questão de mandar a foto da menina para a ex-mulher, só para vocês entenderem o nível da falta de noção.
A gente corre junto algumas vezes por semana e as primeiras semanas pós-divórcio ele anda full influenciado pela galera do trabalho. "Não vou ficar sem foder, né?". "Na verdade, esse divórcio foi uma benção". "Vou aproveitar tudo o que eu queria agora". "Vou mostrar para ela que sou muito maior do que ela e do que tudo isso".
Agora o cara vive numa montanha-russa emocional absurda. Tentei dar uns conselhos. Pedi para ele esperar a poeira baixar antes de sair com alguém, que sair comendo qualquer uma não ia curar nenhuma ressaca emocional. Que esse papo de "não posso ficar um mês sem comer ninguém" é papo de retardado, a não ser que ele seja o Tiger Woods e realmente tenha probleminha na cabeça.
Quando eu soube por ele dessa história de mandar essa foto da menina com quem saiu uma vez para ela (primeiro a mulher contou para a nossa amiga, algumas semanas depois ele me confessou isso chorando), só expliquei que ele cada vez mais confirmava as reclamações dela. Que ele era inseguro, que ele era impulsivo, que ele era imaturo. Nas brigas, queria sempre tentar sair por cima para manter a moral. E tudo que ele andava fazendo era queimar pontes.
Não é a primeira vez que vejo um divórcio ou fim de um longo relacionamento acabar dessa forma. Geralmente é o homem tentando mostrar que é homem e negando que a tristeza existe. Aliás, além dessa masculinidade tóxica, outra coisa que as pessoas parecem cada vez mais se negar a aceitar é a própria tristeza. Repetir mantras de que você é feliz ou emanar good vibes não aplaca a solidão ou a depressão de ninguém, só reforça essa falsa sensação de que todo mundo ao seu redor está feliz - só você que não.
Entre mulheres, ainda vejo mais suporte. Ainda vejo mulheres que admitem estar tristes ou que se abrem com mais facilidade para amigas. Entre homens, muitas vezes rola aquela questão da 'fraqueza', de não expor, de ter que mostrar que você é forte. E aí a gente cria essa geração imatura que não sabe lidar com tristezas e frustrações em geral.
Enfim, só queria dividir esse desabafo e essa história. Não é a primeira vez que vejo homem agindo assim após relacionamento, e sei que não vai ser a última.
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